passou tanto tempo. esperei por ti, mais do que um ser humano consiga aguentar. abriu-se a manhã e já esperava. a tarde. os barulhos do mundo inquietavam o meu relógio cerebral. inventei motivos. os meus pés estavam hesitantes. a agitação passou a silêncio, e eu continuava ali. comecei a sentir frio nas entranhas dos meus sentimentos. o céu estava quente, ainda. sussurrava palavras que davam graus infinitvos em mim. ouvia o eco da cidade. quando chegas? sinto-te a anos luz de mim. preciso de um beijo. manda-o em pó. vou tê-lo. depois solto-o ao vento, num sopro suave. olha. é dia de novo. tarde. noite. dia. tarde. noite. dia. tarde. noite. dia. tarde. noite. onde estás? vou cair de cansaço. vem, dá-me a tua mão e levanta-me. continuo aqui. podes vir. eu escolho a hora, tu escolhes o ano. foste tu que demoraste ou fui eu que me deixei consumir pela impaciência de esperar? não acreditava, mas ainda há palavras que me fazem chorar. não sei como, mas estou feliz. acho que os efeitos secundários estão a passar.
3 comentários:
Há sorrisos que alimentam, olhares que sugam, sentimentos que voam. São teus. É bom ver-te, é bom saber que estás. Que és.
Hoje não sabes, não podes saber. Um dia vais saber e contas-me. E vais rir como uma criança, porque gostas, porque és feliz.
Agora respira fundo, desinquieta-te porque um dia vai chegar. E eu vou estar lá, escondida, a ver-te sorrir e sonhar.
Together in Electric Dreams*
é duro, á dias pa rir, á dias para chorar.. Abraço Ruben
cheguei, desculpa o atraso =/
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