3 de agosto de 2014

Não sei, não sei porquê

Em menos de nada, muda tudo. A nossa dedicação não foi suficiente? O nosso amor aos outros não chegou? Os dias e as noites de preocupação? Eu só vos queria bem, só vos queria ver sorrir todos os dias. Não sei, não sei porquê. E depois és tu, meu amor, que me foges a cada dia que passa. E eu preciso de ti, da tua mão. Porque eras tu que me ajudavas a erguer, e agora? O que fiz eu? Porque isto? Não sei, não sei porquê. "Não digas nada, dá-me só a mão. Palavra de honra que não é preciso dizer nada, a mão chega. Parece-te estranho que a mão chegue, não é, mas chega. Se calhar sou uma pessoa carente. Se calhar nem sequer sou carente, sou só parva."

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