o medo aparece da mesma forma que as ondas do mar vão e vêm. aparece com a rapidez de uma estrela cadente, e por vezes permanece tanto tempo como os longos caminhos de estrada, de retas sem curvas. eu não tenho medo de dizer que tenho medo, porque o tenho. não é sempre aterrorizador, mas é sempre desconfortante. o frio na barriga e o tremelicar dos dedos, acusam a impotência e o desalento de ter medo. a culpa também é minha, eu sei. não eram precisos tantos erros, tantas falhas. não me sinto bem com medos que eu própria crio. não há forma de voltar atrás e apagar o mal, mas há forma de saber que errar fez bem, para não o tornar a fazer. porque isto, não vale a pena. entretanto, apagar isto tudo, e pensar só no Natal que adoro.

1 comentário:
Temos medo porque nos apegamos às coisas, temos medo porque deixamos que elas façam parte de nós. Temos medo de ceder e depois temos medo de perder. Acho que é sempre assim. Mas ter medo, algures, é a prova de que o coração bate com um significado, que vale a pena. Vale sempre a pena.
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